Análise da Famosa Frase: “Destes Penhascos Fez A Natureza Os Versos Constituem Exemplo Da”
Destes Penhascos Fez A Natureza Os Versos Constituem Exemplo Da – A frase “Destes penhascos fez a natureza os versos; constituem exemplo da”, frequentemente atribuída a Camões, embora sua origem precisa seja debatida, é um exemplo notável de personificação e metáfora na literatura portuguesa. Sua concisão e poder evocativo a tornam objeto de análise e admiração contínuas. A análise a seguir desvenda sua estrutura gramatical, significado, contexto histórico e impacto estético.
Estrutura Gramatical e Significado Literal
A frase apresenta uma estrutura sintática complexa, composta por duas orações coordenadas. A primeira, “Destes penhascos fez a natureza os versos”, tem como sujeito “a natureza”, verbo “fez” e objeto direto “os versos”, que são metaforicamente os acidentes geográficos dos penhascos. “Destes penhascos” funciona como adjunto adverbial de lugar. A segunda oração, “constituem exemplo da”, possui como sujeito “os versos” (referindo-se aos penhascos) e verbo “constituem”, com o complemento preposicional “exemplo da” incompleto, exigindo a continuação da frase para seu sentido completo.
Literalmente, a frase sugere que a natureza, através de processos geológicos, moldou os penhascos em formas que se assemelham a versos poéticos, servindo de exemplo para algo não especificado.
Figura de Linguagem: Personificação

A frase utiliza a personificação, atribuindo a ação humana (“fez”) à natureza, um ente inanimado. A natureza é personificada como uma poetisa que esculpe versos nos penhascos. Essa personificação intensifica o impacto poético da frase, conferindo-lhe uma dimensão artística e emocional. A escolha da personificação se justifica pela intenção de aproximar a força criadora da natureza da arte humana, mostrando a natureza como uma fonte de inspiração e beleza.
Comparativamente, encontramos exemplos semelhantes em obras românticas, onde a natureza é frequentemente antropomorfizada, expressando sentimentos e ações humanas.
Contexto Histórico e Literário, Destes Penhascos Fez A Natureza Os Versos Constituem Exemplo Da
Embora a autoria seja incerta, a frase se alinha com a estética e a temática da poesia clássica portuguesa, particularmente com o estilo de Luís Vaz de Camões, conhecido por sua personificação da natureza e uso de metáforas elaboradas. A frase reflete a concepção humanista da natureza como fonte de inspiração e beleza, comum no período renascentista.
Autor | Obra | Data (aproximada) | Semelhança Estilística |
---|---|---|---|
Luís Vaz de Camões | Os Lusíadas | 1572 | Personificação da natureza, descrição grandiosa de paisagens |
Gregório de Matos Guerra | Poemas | Século XVII | Natureza como cenário para a expressão de sentimentos |
Almeida Garrett | Camões | Século XIX | Natureza idealizada, fonte de inspiração poética |
Fernando Pessoa | Mensagem | Século XX | Natureza como símbolo da pátria e da história |
A frase se insere no contexto do Classicismo e do Humanismo, onde a natureza é frequentemente idealizada e vista como uma fonte de inspiração e beleza. A personificação da natureza como criadora de “versos” nos penhascos destaca a relação intrínseca entre a natureza e a arte.
Interpretações e Significado Amplo

A frase admite múltiplas interpretações. Em um nível literal, descreve a erosão natural que esculpe os penhascos. Em um nível figurativo, simboliza a capacidade da natureza de inspirar a criação artística, a beleza intrínseca da natureza e a transmutação da matéria bruta em arte. A natureza, aqui, é representada como uma força poderosa e criativa, capaz de gerar beleza e inspiração.
A frase pode ser interpretada também como uma reflexão sobre a efemeridade da beleza e da arte, a semelhança entre a força da natureza e a capacidade criativa do artista.Uma breve narrativa com a frase como ponto de partida poderia ser: O velho pescador, observando os penhascos imponentes, murmurou: “Destes penhascos fez a natureza os versos; constituem exemplo da beleza indomável, da força que molda e transforma”.
Ele pensou na vida, em sua própria trajetória, esculpida pelos anos como os penhascos pela natureza.
Recursos Estéticos e Artísticos
A frase utiliza recursos estilísticos que contribuem para seu impacto estético. A metáfora principal compara os penhascos a versos poéticos, sublinhando a beleza e a harmonia da natureza. A personificação da natureza, atribuindo-lhe a ação de “fazer” versos, confere à frase uma dimensão emocional e poética. A imagem evocada é a de penhascos imponentes, esculpidos pela força da natureza, que lembram versos de um poema grandioso.
A descrição detalhada poderia incluir a textura áspera das rochas, a variedade de cores, a força do mar que as molda, as sombras e luzes que se projetam sobre as superfícies irregulares, criando um jogo de contrastes que se assemelha à dinâmica de um poema.
- Personificação da natureza
- Metáfora dos penhascos como versos
- Concisão e impacto da linguagem
- Equilíbrio entre a descrição objetiva e a interpretação subjetiva
- Evocação de imagens visuais e sensoriais
Influência e Legado
A frase, apesar de sua origem incerta, possui um legado duradouro na literatura e na arte portuguesa. Sua concisão, beleza e profundidade têm inspirado poetas e artistas ao longo dos séculos. Embora não haja registros de citações diretas em outras obras, seu impacto reside na influência de seu estilo e temática em muitas outras obras que utilizam a personificação da natureza e a metáfora da criação artística.Um poema inspirado na frase poderia ser: Do mar bravio, a força esculpidora,Nos rochedos imponentes, versos de pedra,A natureza, artista criadora,Em cada fenda, uma história que se estende.Do tempo a mão, a brisa que molda,Em cada curva, um canto a se revelar,E nestes versos, a alma se revolta,Em beleza eterna, a natureza a bailar.
Em suma, “Destes Penhascos Fez a Natureza Os Versos Constituem Exemplo Da” transcende sua brevidade. É uma poderosa metáfora que ecoa através dos séculos, inspirando artistas e leitores. A frase nos lembra da capacidade da natureza de nos inspirar e da força da linguagem poética em capturar a beleza e a complexidade do mundo. Sua análise revela não apenas uma habilidade técnica admirável, mas também uma profunda sensibilidade estética e uma visão singular da relação entre o homem e a natureza.
A jornada de interpretação desta frase é uma exploração contínua, uma conversa atemporal entre o leitor e a obra, um convite à contemplação da arte e da natureza em sua mais pura essência.